Este blog registra o cotidiano das atividades do advogado, editor, escritor e poeta Antônio Campos, suas atuações no mundo das letras e na vida cultural e empresarial pernambucana. Contato: camposad@camposadvogados.com.br
Diálogos Contemporâneos na Casa do JB
Entre os dias 4 e 8 de agosto as ruas de Paraty, no Rio de Janeiro, serão tomadas pela literatura mundial. Este ano a Flip – Festa Literária Internacional de Paraty – vai homenagear o sociólogo, antropólogo e escritor pernambucano Gilberto Freyre.
O autor de Casa Grande Senzala é um dos maiores defensores da democracia racial e da miscigenação. Foi com o objetivo de levar aos leitores, não só do Brasil, mas do mundo a importância do pensamento de Gilberto Freyre que o Jornal do Brasil e a Editora Carpe Diem se uniram para montar uma programação voltada para o pernambucano que, este ano faria 110 anos. Todas as atividades desenvolvidas no espaço serão transmitidas pelo site do JB Online.
O espaço conhecido como Casa Jornal do Brasil terá várias atividades de incentivo a leitura e aos pensamentos do pernambucano. A Carpe Diem lançará dois livros ao longo do evento. Uma das obras que serão lançadas no evento será o livro A Modernidade nos Trópicos: Gilberto Freyre e os Debates em Torno do Nacional, de Valéria Costa e Silva.
O livro Carpe Diem – Diálogos Contemporâneos, escrito pelo advogado, escritor e curador da Fliporto, Antônio Campos, também compõe a programação do espaço que terá ainda exposições fotográficas, degustações, música e palestras em torno da temática de Freyre. A obra publicada recentemente reúne 20 artigos escritos entre os meses de fevereiro e junho de 2010 para o Jornal do Brasil.
Acesse o link: Casa Jornal do Brasil na Flip

Lançamento do livro A vida das árvore
No próximo dia 14 de agosto a jornalista e escritora Mariana Arraes vai lançar seu livro A Vida das Árvores. Publicado pela Editora Carpe Diem, o título reúne 33 poesias escritas pela autora desde a década de 80.O lançamento oficial da publicação será realizado na Livraria Jaqueira, a partir das 17h, com apoio do Instituto Maximiano Campos (IMC).
Os poemas escritos em inglês e português descrevem fases e sensações vividas pela escritora. Na obra é possível encontrarmos sehntimento nostálgico, uma vez que descreve através de palavras momentos da história da pernambucana.
Um exemplo é o texto “Movimento Azul”, em que Mariana descreve a emoção que sentiu ao perceber o movimento das árvores e as flores do parque em cidades de todo o mundo. O livro é uma maneira sutil de retratar sentimentos de saudade e alegria. Além de relembrar momentos importantes de um passado próximo.
No prefácio do livro, escrito pelo professor de literatura Lourival Holanda, a obra da escritora é vista como emblemática, firme e, ao mesmo tempo, sentimental. O estudioso acredita que através da poesia é possível transformar as pessoas e a visão de mundo da sociedade. “Os textos de Mariana dão ênfase às coisas que a realidade aparente esconde. A vida das árvores revitaliza em nós a atenção ao verdor da vida”, afirmou Holanda.
Serviço
Lançamento do livro A Vida das Árvores
Quando: 14 de agosto, na Livraria Jaqueira
Hora: às 19h
Caminhos peregrinos: uma jornada rumo ao coração
No último dia 25 de julho foi comemorado o Jubileu Apostólico. A data, criada pelo Papa Calixto em 1221, leva milhares de pessoas ao percurso de Santiago de Compostela. É uma antiga rota de peregrinação que se estende por toda a Península Ibérica até a cidade de Santiago de Compostela, no oeste da Espanha. Segundo uma antiga tradição, o apóstolo Tiago, após a dispersão dos apóstolos pelo mundo, teria ido pregar a palavra de Jesus em regiões ocidentais, mas ao voltar à Palestina teria sido preso e morto. Dois de seus discípulos levaram seus restos para o ocidente, mais especificamente na cidade espanhola de Iria Flávia, onde o sepultaram secretamente no bosque de Libredón.
O local permaneceu secreto durante 800 anos, mas as pessoas que viviam próximas ao lugar começaram a observar um fenômeno, no mínimo, estranho. Diz a tradição que todas as noites estrelas caiam no bosque, criando uma forte luminosidade. O bispo de Iria Flávia então iniciou escavações no local para investigar os motivos do fenômeno, e foi ai que encontraram uma caixa de mármore com os restos do santo. Quando o fato se tornou público pessoas começaram a ir ao lugar para conhecer o sepulcro. Começou assim o Caminho de Santiago de Compostela, que, na realidade, são vários caminhos que levam a Santiago. Desde o século IX, homens e mulheres partem de suas cidades tendo como destino aquele lugar sagrado.
Hoje em dia milhares de pessoas de todas as idades continuam percorrendo esse antigo trajeto. Alguns buscam respostas e força para questionamentos pessoais, alguns por um espírito cristão e outros apenas por aventura, afinal são 800 km de estrada. Paisagens como florestas, cidades históricas, templos religiosos, rios, lagos e antigas construções compõem a mágica viagem. Quando realizei minha peregrinação pelo Caminho de Santiago, em 2005, pude perceber que aquele local tem uma atmosfera diferente de todas aquelas que já presenciei. Durante a caminhada refleti sobre vários aspectos da minha vida. Descobri naquele percurso que é possível descobrir a verdade do coração.
Hoje, mais de 200 mil pessoas viajam todos os anos pelo norte da Espanha na peregrinação religiosa. Caminhando, de bicicleta ou a cavalo, a viagem é sempre emocionante. A popularização da peregrinação, não só no Brasil, mas em todo o mundo, deve-se muito ao escritor Paulo Coelho, que no livro O Diário de Um Mago detalhou a emoção de sua peregrinação pelos campos espanhóis. O escritor, casado com a pintora Christina Oiticica, autora da obra Caminho Peregrino – livro em que relata sua viagem de quase dois anos pelas estradas da Espanha -, acredita, assim como eu, que o caminho de Santiago de histórias seculares, sonhos, ilusões e esperança, serve como uma estrela guia na vida de qualquer pessoa para descobrir a verdade do coração.
Antônio Campos | Advogado e Escritor
camposad@camposadvogados.com.br
A SOLIDÃO NA ERDA DA INTERNET
A futurologia, como o nome já diz, é a ciencia que estuda o futuro das pessoas nas mais diversas áreas de atuação. Desde a sociologia até o marketing, essa ciência tem forte influência nas decisões que são tomadas dentro da área. O que vai haver no mundo daqui a alguns anos e como vão se comportar as pessoas são alguns aspectos estudados pelos futurólogos. Um deles é o descendente de indianos Adjiedj Bakas, que nasceu no Suriname, mas vive atualmente na Holanda, onde se tornou um autor de sucesso.
Bakas, que é considerado um “homem do mundo”, tem como característica principal identificar aspectos espirituais, econômicos, tecnológicos e ambientais dentro da sociedade. É considerado um dos maiores trendwatchers da atualidade, pois dedica sua vida a pesquisas, análises e monitoramento das grandes tendências sociais do futuro.
Autor de vários best-sellers como Vivendo sem Petróleo e Além da Crise, Bakas une informações sólidas e dados estatísticos de maneira leve. Integrante do gênero literário considerado “futurista” ele é conhecido pelas palestras que profere ao redor do mundo. Na última semana, o futurólogo esteve em Recife para falar sobre a evolução do amor ao longo de gerações e sobre as novas tendências ligadas à religião e espiritualidade.
No evento, realizado pelo Instituto Maximiano Campos, o autor de O Futuro do Amor e O Futuro da Fé falou sobre as quatro tendências mais fortes na contemporaneidade. Segundo Bakas, a economia mundial, de uns anos pra cá, está se fundindo. O cartão de crédito cada vez mais utilizado por nós, vai fazer com que as grandes moedas se tornem apenas uma. Outra “previsão” feita pelo estudioso é que, dentro de alguns anos, as 20 cidades mais influentes do mundo vão dominar a economia mundial. Cidades como São Paulo, Nova Iorque e Tóquio serão o centro do mundo financeiro. Elas terão autonomia de mercado e não dependerão mais dos Estados.
Outro interessante ponto tratado pelo escritor foi uma maior mistura entre as várias religiões existentes. Segundo Bakas o aumento do nível intelectual das pessoas e o surgimento de novos conceitos religiosos originários de países multiculturais podem levar ao declínio das religiões hegemônicas do mundo. Novas abordagens religiosas regionais vão surgir. As religiões de regiões ou países específicos misturadas com ideias ligadas à natureza e ao clima vão dar início a uma nova forma de fé. A “Fé Verde”, como foi chamada pelo autor no seu livro O Futuro da Fé, será a crença mais próxima às questões ambientais da atualidade e tende a crescer em importância.
No cenário tecnológico vivido por nós no século XXI, o avanço de programas de computadores e o acesso à internet têm transformado as pessoas em seres cada vez mais isolados, o que é um paradoxo. Vivemos hoje em uma aldeia global e, mesmo assim, nos sentimos muitas vezes completamente sós. Quanto maior o grupo social que pertencemos, mais sozinhos parecemos estar. Os meios de comunicação, ao mesmo tempo em que nos aproximam do resto do mundo, nos tornam seres individualizados e solitários. Isso se dá pelo imediatismo com que as informações chegam a nós através da grande rede. As pessoas preferem o contato rápido pela internet aos antigos encontros realizados pessoalmente. Os encontros agora estão sendo realizados virtualmente. Isso gera um problema social, pois sem o contato físico entre os homens ficamos distantes uns dos outros. Seres isolados dividindo um espaço em comum: o planeta. A solidão é um grande problema do presente e tende a ser um problema ainda maior no futuro.
Antônio Campos | Escritor e Advogado
camposad@camposadvogados.com.br
No último sábado estivemos todos reúnidos com o autor indiano Adjiedj Bakas que realizou palestra na livraria cultura. Sua obra abre um novo paradigma sobre a condição contemporânea.


