‎2012, um mundo em mudança

Os 7 bilhões de habitantes do planeta Terra enfrentam um cenário de mudanças econômicas, políticas, climáticas e culturais.

O cientista político francês Dominique Moisi, autor de “A Geopolítica das Emoções”, sentencia que “O Ocidente perde peso relativo, a Ásia renasce, os emergentes ganham novo peso. A política está em franca transformação”.

A Primavera Árabe, a crise do euro, as catástrofes climáticas, o Occupy Wall Stret, nos Estados Unidos, a islamofobia na Europa, a retirada das tropas americanas do Iraque, crise Irã x Israel, eleições contestadas na Rússia, mostram um mundo em crise e transformação.

O mundo já vive em rede e a era digital tem enorme influência nas relações humanas. Imperdível a leitura do livro Macrowikinomics dos autores Don Tapscott e Anthony D. Williams.

Vivemos também uma crise das religiões. Não digo o mesmo da espiritualidade. Esta nasceu com os homens. As religiões são fenômenos mais recentes. O aparente ou real choque entre religiões e culturas marcam o cenário contemporâneo. É preciso criar pontes e diálogos. Alianças e não choques de civilizações, culturas e religiões. Contudo, está faltando líderes políticos ao mundo. A crise, na Europa, demonstra claramente isso. Barack Obama deverá ser reeleito nos Estados Unidos ante a falta de concorrentes de peso.

O Brasil, em 2011, assumiu o lugar da 6ª economia do mundo, ultrapassando a Inglaterra. Contudo, precisamos melhorar o nosso IDH (84ª posição no ranking da ONU), ou seja, a qualidade de vida do povo brasileiro, embora tenha havido avanços. O investimento em educação tem que ser prioritário.

Em 2012, o Brasil receberá a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a RIO + 20, que debaterá tal tema. Será o ano também do início dos trabalhos da Comissão da Verdade para apurar as violações de direitos humanos no período ditatorial. Será ano de eleições municipais. Devemos crescer mais de 4%. Iremos ter que nos preparar para a Copa e as Olimpíadas. No entanto, precisamos fazer maiores investimentos em infraestrutura, as reformas tributária e política, combater a corrupção e desigualdades, para consolidar esse novo ciclo de crescimento, num momento difícil da economia mundial. Não podemos desperdiçar essa oportunidade histórica.

A “Pessoa do Ano” para a revista “Time” foi o manifestante que realizou as revoluções em 2011. No Brasil, a “Pessoa do Ano” foi o trabalhador ante a queda do desemprego no Brasil. Somos um país empreendedor.

Tenho esperança que no momento em que existe uma expectativa de tantas dificuldades no mundo, o Brasil pode ser um paradigma de uma melhor tolerância na convivência entre religiões e culturas e de empreendedorismo para um mundo em crise e em conflitos. Exportar o sonho brasileiro para o mundo.

Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras

Feliz Ano Novo!

Agradeço a todos pelas mensagens gentilmente enviadas e retribuo os melhores votos de um novo ano repleto de harmonia, paz e prosperidade!
Feliz 2012.
Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras

“Cartão de Natal”, João Cabral de Melo Neto

Para você que nos lê, um poema de João Cabral de Melo Neto, tema do cartão de Natal do IMC e da Carpe Diem, com foto de Marcus Prado.

Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras

A história de Napoleão em cinzas

Um triste episódio marcou o último sábado (17). Em meio a confrontos entre manifestantes, uma grande parte da história do Egito acabou sendo perdida. O Institut d’Egypte, de 1798, criado por Napoleão Bonaparte, ficou parcialmente destruído por um incêndio após ser atingido por um dos ataques durante a crise no país. Estima-se que mais de 192 mil documentos tenham sido perdidos, entre raros jornais, livros, mapas e manuscritos.

Perde-se, assim, e lamentavelmente, uma importante parte do acervo originado por Napoleão. Há, ainda, o risco de o edifício, que acolhe o Instituto, desabar. É a guerra humana, mais uma vez, trazendo devastação e muita tristeza.

Antônio Campos

Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras

A morte de um antiteísta

Na última sexta-feira (16), os seguidores do neoateísmo perderam um grande representante. Christopher Hitchens faleceu, vítima de um câncer no esôfago, nos EUA. Autor do livro “Deus não é grande”, publicado pela Ediouro, o jornalista britânico chegou à fama por se declarar um convicto antiteísta.

Diferentemente do ateísmo, o antiteísta não só não acredita em Deus como se dedica a combater a influência Dele na sociedade. O escritor foi um intelectual engajado nos dilemas desta Era. Uma alma inteligente e certa do que queria e acreditava. Árduo defensor dos seus ideais, Hitchens deixou ao mundo uma lição de perseverança e lealdade quando o assunto é ideologia, mesmo que esta seja polêmica.

Antônio Campos

Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras

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