Este blog registra o cotidiano das atividades do advogado, editor, escritor e poeta Antônio Campos, suas atuações no mundo das letras e na vida cultural e empresarial pernambucana. Contato: camposad@camposadvogados.com.br
Para você que nos lê, um poema de João Cabral de Melo Neto, tema do cartão de Natal do IMC e da Carpe Diem, com foto de Marcus Prado.
Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras
Um triste episódio marcou o último sábado (17). Em meio a confrontos entre manifestantes, uma grande parte da história do Egito acabou sendo perdida. O Institut d’Egypte, de 1798, criado por Napoleão Bonaparte, ficou parcialmente destruído por um incêndio após ser atingido por um dos ataques durante a crise no país. Estima-se que mais de 192 mil documentos tenham sido perdidos, entre raros jornais, livros, mapas e manuscritos.
Perde-se, assim, e lamentavelmente, uma importante parte do acervo originado por Napoleão. Há, ainda, o risco de o edifício, que acolhe o Instituto, desabar. É a guerra humana, mais uma vez, trazendo devastação e muita tristeza.
Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras
dez
20
Na última sexta-feira (16), os seguidores do neoateísmo perderam um grande representante. Christopher Hitchens faleceu, vítima de um câncer no esôfago, nos EUA. Autor do livro “Deus não é grande”, publicado pela Ediouro, o jornalista britânico chegou à fama por se declarar um convicto antiteísta.
Diferentemente do ateísmo, o antiteísta não só não acredita em Deus como se dedica a combater a influência Dele na sociedade. O escritor foi um intelectual engajado nos dilemas desta Era. Uma alma inteligente e certa do que queria e acreditava. Árduo defensor dos seus ideais, Hitchens deixou ao mundo uma lição de perseverança e lealdade quando o assunto é ideologia, mesmo que esta seja polêmica.
Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras
dez
19
Da maior tragédia circense do Brasil, o incêndio do Gran Circo Norte-Americano, que aconteceu em 1961, na cidade de Niterói, nasceu, para a fama, o que viria a ser o profeta gentileza. José Daltrino, criador do bordão “gentileza gera gentileza”, surgiu para a mídia e para a sociedade após o triste espetáculo para, segundo ele, consolar as famílias das mais de 500 vítimas. Com presteza e gentileza, Daltrino começou, ali, em uma situação que carecia de um olhar mais sensível e humano, a difundir seus ideais de amor e respeito ao próximo.
O episódio em questão vitimou centenas de pessoas, sendo boa parte crianças, que apenas desejavam assistir e se alegrar com o espetáculo circense. Agora, 50 anos depois, o jornalista Mauro Ventura nos apresenta, com riqueza de detalhes, a história dessa tragédia. “O espetáculo mais triste da Terra: o incêndio do Gran Circo Norte-Americano” é o nome da obra, lançada pela Companhia das Letras. Além de relatar o fogo que transformou a lona do circo em cinzas, Ventura também apresentou, na sua obra, alguns personagens que ficaram marcados após o famoso incêndio, tal como o já mencionado profeta gentileza.
Outra figura importante responsável por amenizar o sofrimento das vítimas e seus familiares, de uma maneira mais medicinal e física, foi o cirurgião plástico Ivo Pitanguy. Até então, a cirurgia plástica brasileira sofria preconceitos. Com a sua visível importância para a recuperação dos vitimados pelo incêndio, o setor e, consequentemente, o cirurgião que o representava, passaram, então, a ter maior respeito e serem conceituados publicamente. Outra personagem que ganha destaque na obra é Semba, uma elefanta que salvou várias pessoas em meio à confusão. Ela, amedrontada com o fogo, sem querer, abriu um buraco na lona, por onde muitos conseguiram fugir do ataque do fogo que destruía o circo. Assim como Pitanguy, no lado medicinal, e o profeta da gentileza, no lado espiritual e humano, Semba também foi uma heroína do triste espetáculo.Certamente, uma história que marcou os que sobreviveram, os que acompanharam a tudo pelos jornais e, hoje, aos que podem conhecer mais sobre a tragédia e, disso, tirar lições e reflexões. Relembrar esse triste episódio é mais do que reviver uma lamentável tragédia, é, principalmente, deixar acesa a chama da bondade, respeito e gentileza com o próximo, o que, certamente, fez a diferença, na época, para a superação de todos.
O Profeta Gentileza ficou imortalizado pelos seus atos, mensagens e pela música dos Tribalistas.
Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras
O ano de 2011 foi, certamente, especial para a artista plástica Tânia Carneiro Leão. A pernambucana lançou, primeiramente na VII Fliporto e, ontem, na Livraria Cultura, o seu primeiro livro. Composto por 80 Hai Kais (forma poética de origem japonesa em que pequenos poemas são sobrepostos a imagens), “Poemas de Pé Quebrado” é uma verdadeira obra de arte.
O livro, orgulhosamente, foi lançado pela Editora Carpe Diem, que presido. As imagens inseridas na obra a própria Tânia fez no programa Paint, do Windows, onde ela encontrou inúmeras ferramentas para executar o seu trabalho que, hoje, pode ser apreciado, com deleite, por todos nós.
Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras


