Orhan Pamuk no Brasil

Autor de “A Cidade Branca”, “Neve” e “Istambul”, o romancista turco Orhan Pamuk, Nobel de Literatura de 2006, passa pelo Brasil para lançar o livro “O romancista ingênuo e o sentimental”. O escritor esteve em Porto Alegre e na cidade de São Paulo, onde participou da série Fronteiras do Pensamento.

A nova obra de Pamuk, que chega ao país pela Companhia das Letras, é composta por seis conferências que ele ministrou na Universidade de Harvard, em 2009. Algumas de suas obras já foram traduzidas para cerca de 60 idiomas, chegando a vender mais de 10 milhões de exemplares.

Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras

PE em Miniquadros na Casa Cor

Cerca de 50 peças da coleção de miniquadros do escritor e advogado Antônio Campos estão compondo a Galeria de Artes da Casa Cor Pernambuco 2011, que acontece até o dia 13 de dezembro, na cidade de Olinda. Zé Cláudio, Isaac Vieira e Tereza Magalhães estão entre os artistas que os visitantes poderão contemplar as suas obras de arte na mostra. As obras estiveram na exposição “Pernambuco em Miniquadros”, aberta ao público, durante dois meses, no Centro Cultural dos Correios de Recife .

A Nova Mulher Árabe

Uma árabe enfurecida. Assim se auto-denomina a escritora libanesa Joumana Haddad, uma das atrações da Fliporto 2011. Ela, que no Congresso Literário esteve em conversa em uma mesa com o jornalista Silio Boccanera, veio para a cidade de Olinda não apenas para o lançamento do seu excelente livro intitulado “Eu Matei Sherazade – Confissões de uma árabe enfurecida”, mas, também, para apresentar ao público uma nova mulher árabe, além dos clichês e estereótipos que marcam as mulheres por trás das burcas e véus.

Joumana, já no sumário do seu livro, que, por sinal, não é vendido em nenhum país da sua região, mostra a que veio com os títulos dos capítulos da sua obra. “Uma mulher árabe lê o Marquês de Sade”, “Uma mulher árabe escreve poesia erótica”, “Uma mulher árabe sem medo de provocar Alá”, entre outros. Em um capítulo destinado à sua autobiografia, Joumana, em um belíssimo poema, se define: “Sou o que dizem para eu não dizer/não sonhar/ não ousar/ não pegar./ Sou o que me dizem para eu não ser/ sou o que escondo,/ o que não quero esconder, mas escondo./ e o que quero esconder, e não escondo”. E, assim, ela vai matando Sherazade, a heroína de “As mil e umas noites”, e rejeitando todo e qualquer tipo de submissão e opressão.

Furiosa, revolucionária e sensual, a poetisa libanesa, em entrevista, comparou a condição de usar burca, no Oriente, com a de “se tratada como um pedaço de carne”, no Ocidente. Além disso, durante a mesa imperdível na Festa Literária, ela representou o pós-feminismo e abominou o patriarcalismo, dizendo: “Não condeno os homens, mas o sistema do patriarcalismo. Condeno, sim, homens e mulheres que apoiam o sistema patriarcal”.
Com palavras e atitudes, a vinda da escritora Joumana Haddad à Fliporto, que se disse encantada com o evento e, além disso, ressaltou que “acha que fez a melhor apresentação entre os muitos festivais literários de que costuma participar por vários cantos do mundo”, deu um banho de muita cultura, conhecimento, e uma nova perspectiva sob um tema polêmico, seduzindo todos a uma importante reflexão sobre o exercício de ser mulher no mundo oriental e ocidental.

Antônio Campos
Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras

Europalia – Pernambuco na Europa

Até janeiro de 2012, Bélgica, França, Alemanha, Holanda e Luxemburgo receberão renomados representantes da cultura pernambucana durante a 23ª edição do Festival Europalia. Silvério Pessoa, da cena musical do Estado, é uma das atrações que carregará o nome de Pernambuco para fora do país. Além dele, Siba & A Fuloresta, Maciel Salú, Grupo Bongar e o ilustre percussionista Naná Vasconcelos estão entre os artistas que irão aportar em terras européias para participar do Festival que, este ano, homenageia o Brasil.

São mais de 500 eventos, entre eles exposições, apresentações teatrais e de grupos de dança, assim como palestras e diversos shows musicais. O Europalia, considerado o maior evento cultural do Brasil no exterior, é realizado a cada dois anos e reúne pessoas do mundo inteiro.

Antônio Campos

Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras

Arte Japonesa para o Oriente e Ocidente

A ocidentalização do Japão é uma tendência preocupante e assustadora, principalmente quando há o risco do esquecimento da cultura milenar japonesa. Abrir o Japão para o Ocidente não deve ser sinônimo da destruição da tradição daquele país. Contraditoriamente, porém, são os estrangeiros, advindos do Ocidente, os responsáveis por assegurar e manter esta cultura milenar.

A sede pela modernização do país é um dos fatores que amedronta os amantes da arte tradicional do Japão. As diversas artes devem ser perpetuadas por todas as gerações e, ao mesmo tempo, serem ilimitadas geograficamente. Uma pintura secular não é superior, tampouco inferior, a uma moderna, portanto, uma não substitui a outra. Cada uma possui o seu valor, que deve ser respeitado e reconhecido por todos.

Antônio Campos

Advogado, Escritor e Membro da Academia Pernambucana de Letras


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